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  • CIDADES
  • 29.jul.2010     Redação
    Posto desativado atrai mendigos

    Comerciantes e moradores da Avenida Fernando Costa, na altura do início da Avenida Japão, na Vila Rubens, estão preocupados com o abandono de um terreno, que era utilizado por um posto de combustível da bandeira Petrobrás Distribuidora e, hoje em dia, serve de abrigo para moradores de rua.

    A secretária de um consultório médico localizado ao lado da área, Eliane Gomes Rodrigues, de 27 anos, contou que existe um casal morando no terreno diariamente, mas há dias em que chega a ter seis ou sete moradores de rua dormindo no imóvel abandonado. Ela trabalha neste endereço desde 2002, quando o estabelecimento ainda funcionava. Nesta época, estes mendigos ficavam em uma casa também nas imediações, hoje já demolida. Poucos anos depois, o posto foi desativado e os moradores migraram para o espaço vizinho. "Eles fazem uso de drogas e alguns barulhos estranhos durante a noite. De dia ficam importunando, pedem água, assustam aos pacientes. É complicado porque dá um certo receio", explica.

    Ela acrescenta que chegou a ver uma escada encostada no muro, que divide o terreno e o consultório: "Não se sabe se eles queriam passar para este lado ou apenas olhar, mas de qualquer forma dá medo".

    Outro problema, citado pela vizinha da área abandonada, é o acumulo de lixo e de mato, que tem provocado o aparecimento de ratos. "Fica difícil porque o estabelecimento está em situação precária e temos o consultório aqui", se queixa. Ainda segundo ela, há alguns dias, um homem, que se identificou como sendo funcionário da Petrobrás, estava medindo o imóvel.

    O gerente de um outro posto de combustível localizado em frente, Renato Giglio, disse já ter notado a presença dos moradores e falou que sabe do incômodo que eles trazem aos vizinhos, mas contou que nunca teve problemas: "O pessoal reclama muito, mas a gente nunca teve do que se queixar. Só algumas vezes que eles vêm pedir água, mas nada que tenha causado tumulto".

    A funcionária da padaria IV Centenário, localizada no início da Avenida Japão, Jéssica Alves, endossa as críticas de Eliane. "Muitas vezes eles vem até aqui pedindo dinheiro aos clientes, o que costuma causar um certo transtorno", relata.

    Outro comerciante a se preocupar é o dono de uma loja de doces localizada também nas proximidades. Nobor Hayashi, 72 anos, teme pela segurança dos seus negócios, mas não chegou a ter problemas com os moradores: "Eles costumam andar por aqui, penduram roupas na frente do terreno, nunca vieram na loja incomodar, mas de qualquer forma temos que nos manter de olho".

    Procurado pela redação de O Diário, o secretário municipal de Segurança, Eli Nepomuceno, informou - por meio da Coordenadoria de Comunicação da Prefeitura -, que o proprietário do terreno recebeu notificação notificado para providenciar o fechamento da área. Na ocasião, isso foi feito, mas vândalos acabaram depredando e arrombando o imóvel, o que fez com que a Prefeitura emitisse uma nova notificação ao dono.

    Ainda de acordo com a Coordenadoria de Comunicação, a Administração Municipal entrou em contato com a Polícia Militar, que se prontificou a reforçar o policiamento na área. Além disso, a Guarda Municipal também irá ampliar as rondas motorizadas ao redor do terreno.

    A assessoria de imprensa da Petrobrás Distribuidora informou que, nos próximos dias, serão iniciados os trabalhos de limpeza, colocação de cerca e reparos da calçada em frente ao terreno onde funcionou o posto com a bandeira da Companhia.

    No Mogilar

    Outro posto de combustível que passou por situação semelhante recentemente é o localizado ao lado da passagem subterrânea, entre a Rua Carlos Mayer e a Avenida Francisco Rodrigues Filho, no Mogilar. Este estabelecimento que teve a situação de abandono denunciada em reportagem publicada em O Diário em janeiro deste ano, foi cercado e não é mais alvo de reclamações.

    A assessoria da Petrobrás disse que estão sendo finalizados os tramites para a devolução do terreno, onde o Auto Posto Suécia, aos proprietários da área. No entanto, reiteram que, apesar dele estar desocupado, encontra-se cercado e conta com serviço de vigilância. A assessoria completou que, atualmente, não há outros terrenos (próprios ou alugados), utilizados por postos de combustíveis da bandeira Petrobrás nesta mesma situação na região de Mogi das Cruzes.

     

     

     

     

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