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  • EDITORIAL
  • 29.jul.2010     Redação
    Não aos forasteiros

    Levantamento feito por este jornal, baseado nos dados oficiais do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), concluiu que existem nas cidades do Alto Tietê 988,2 mil eleitores aptos a votar no pleito do próximo dia 3 de outubro, quando estará aberta a possibilidade de renovação da Assembleia Legislativa, em São Paulo, e da Câmara Federal, em Brasília. São votos suficientes para eleger até cinco deputados estaduais e dez estaduais, o que significaria bancadas extremamente consistentes e capazes de garantir investimentos e fazer a defesa dos interesses dos municípios da Região. Por isso, gostaríamos de sugerir aos nossos leitores que avaliem a possibilidade de darem seus sufrágios a políticos locais.

    Fazemos estas nossas considerações porque, em nossa longa trajetória como observadores atentos da cena política regional, que já se expande além do meio século, percebemos que o reparte de recursos e a participação das autoridades nos debates que interessam à população local são proporcionais ao número de representantes que o Alto Tietê possui na Assembleia ou na Câmara. Funciona assim: os anseios da Região recebem maior ou menos atenção dependendo do número que cadeiras que ela tem em São Paulo ou Brasília. É por isso que seria importante uma reflexão do eleitorado nesta hora crucial para a democracia: vale votar em que nunca mais voltará a pôr os pés por aqui, ao menos até a eleição de 2014?

    A opção por candidatos do Alto Tietê, evidentemente, só deve ser feita após uma análise criteriosa do currículo do político e do trabalho que ele executou por Mogi das Cruzes e cidades vizinhas quando teve oportunidade. É preciso considerar se o concorrente que agora lhe pede um voto realmente o merece. A vida pregressa daqueles que almejam se transformar em representantes de toda a população de uma Região tão pródiga quanto a nossa não pode ser descartada. Os que não merecem continuar na vida pública, de acordo com a vontade do eleitor, que sejam descartados em 3 de outubro. Eis a oportunidade de ouro que se coloca diante do cidadão: ajudar a influir nos rumos do País.

    O elo entre os políticos com domicílio nas cidades do Alto Tietê e os eleitores da Região certamente cria um compromisso do qual os que forem eleitos não poderão fugir e nem renegar. Esta relação pode render bons frutos a partir de 2011, quando os vencedores tomarão posse em seus respectivos parlamentos, principalmente porque Mogi das Cruzes e cidades vizinhas podem contar com as cobranças destemidas de O Diário, um jornal independente e que não costuma fugir dos assuntos que interessam à comunidade. Se hoje estamos recomendando o voto nos candidatos locais é porque iremos cobrá-los e fiscalizá-los se eles conseguirem sair consagrados das urnas no próximo dia 3 de outubro. Não aos forasteiros!

     

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