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  • EDITORIAL
  • 24.jul.2010     Redação
    O esporte paraolímpico

    O resultado do investimento em esportes paraolímpicos em Mogi das Cruzes, que tem se consolidado no Município nos últimos anos, começa a render frutos e a aparecer nas páginas dos jornais. Ontem mesmo, noticiamos com grande destaque a frutífera participação da equipe de natação formada por pessoas com deficiência física nos Jogos Regionais do Interior, que estão sendo disputados em Taubaté, na Região do Vale do Paraíba. A delegação mogiana conquistou 12 medalhas de ouro, sete de prata e 10 de bronze, o que deixou o grupo na terceira colocação na classificação geral do torneio, atrás apenas de Suzano e Guarulhos.

    Pode-se dizer que a profícua participação da delegação de natação da Cidade nos Jogos Regionais é fruto, além do investimento, de um planejamento detalhado da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer no paradesporto. Quando foi convidado para assumir a Pasta, o ex-armador da Seleção Brasileira de Basquete Nilo Guimarães convidou para assumir a Diretoria de Projetos Comunitários e Sociais uma das mais competentes profissionais da área, Magaly Sant’Anna. Nos dois primeiros anos de trabalho, os dois se esforçaram para transformar a Cidade em uma referência no esporte adaptado. Para isso, empenharam-se em trazer para cá algumas competições importantes, das quais o torneio brasileiro de futebol para cegos é um ótimo exemplo.

    De nada adiantaria, certo é, sediar certames importantes se nenhuma semente fosse plantada por aqui. Sabendo disso, investiu-se bastante na formação de atletas com algum tipo de limitação física. Grande parte dos espaços públicos foi adaptada para servir aos treinos de atletas com mobilidade comprometida. O modelo foi claramente inspirado na iniciativa privada. Algumas empresas da Cidade, como a Universidade Braz Cubas (UBC) e a Faculdade do Clube Náutico Mogiano, já desenvolviam este tipo de iniciativa com inquestionável competência. Talvez o melhor resultado desse trabalho de parceria entre as duas instituições de ensino tenha sido a conquista de duas medalhas de ouro pelo mogiano Dirceu Pinto na Paraolimpíada de Pequim, em 2008.

    Embora sejam motivos de orgulho para a Cidade, as medalhas conquistadas pelos para-atletas nos mais diversos eventos esportivos não são a principal meta da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer. O investimento nas modalidades adaptadas tem o escopo de resgatar a autoestima de uma parcela significativa e importante da sociedade mogiana, que sempre ficou relegada a segundo plano na hora da partilha das aplicações orçamentárias. Mesmo que esta constatação não vá parar nas páginas dos jornais, ao contrário do que ocorre com as conquistas de pódio, a prática esportiva em Mogi das Cruzes se tornou um importante instrumento de integração social. Que continue neste caminho.

     

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