CLEBER LAZO
O ex-jogador de futebol Antônio José da Silva Filho nasceu em 18 de maio de 1959, em Olinda, Pernambuco. Começou no Sport Club do Recife, Pernambuco, mas foi no Corinthians que ele ganhou fama. Não é a toa que ficou por 12 anos lá. Depois da passagem pelo Timão, jogou na Portuguesa de Desportos e no Remo, do Pará, onde encerrou a carreira. Fez parte de um time corintiano que contava nada mais, nada menos com Sócrates, Zenon, Basílio e Wladimir. E mesmo ao lado destas feras, conseguiu se destacar graças à garra e dedicação tática.
Chegou a fazer parte de uma pré-lista de convocados para as Copas do Mundo de 1982 e 1986. Depois que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ligou avisando que iria aos mundiais, fez as malas para as viagens. Não foi em nenhuma. Se elegeu vereador da Capital em 1998. Atualmente é assistente de um vereador do PMDB da Capital. Tentou a carreira de treinador. Dirigiu times como Barra das Garças, do Mato Grosso, Francana, de São Paulo, e Clube Atlético Tupi, de Santa Catarina. Não teve sucesso como técnico. Deu aulas de futebol em escolas da Capital.
Na carreira como jogador não fez muitos gols. Os mais importantes foram três: um de canela, na semifinal do Campeonato Paulista de 1979, e dois contra o São Paulo, na final do Paulistão de 1982. Recentemente, em uma propaganda foi eleito melhor jogador do que o craque argentino Maradona. "Ainda bem que foi contra o argentino porque se fosse uma disputa com o Rei Pelé, a briga seria mais acirrada e eu poderia até perder", brincou o ex-volante corintiano.
Hoje, ele ganha dinheiro graças à irreverência, simpatia e, principalmente, os cabelos loiros e cacheados.
Na noite de ontem, Lero Lero - como foi anunciado pelo então presidente do Corinthians, Vicente Matheus, quando da sua apresentação no Corinthians, ou melhor Biro Biro, esteve em Mogi das Cruzes na loja Todo Poderoso Timão, do Mogi Shopping. "Corintiano tem em todo lugar e, em Mogi, não é diferente. Ainda mais agora, há lojas onde produtos licenciados são vendidos", disse Biro Biro, que é casado com Luciana, sobrinha do eterno presidente do Corinthians, Vicente Matheus, já falecido. Tem três filhos. Mora na Capital, mas vive entre a cidade de São Paulo e o Guarujá. Chegou ao Mogi Shopping de táxi.
Entre um autógrafo e uma pose sorridente para foto com dezenas de mogianos que visitaram a loja, Biro Biro contou o que espera de Mano Menezes como técnico da Seleção Brasileira. "Se derem tempo para implantar sua filosofia, ele irá fazer um excelente trabalho. Seremos campeões na Copa do Mundo do Brasil. Podemos tirar como base a primeira convocação. Foi muito boa, com apenas a ressalva de um ou outro nome que faltou, como o Elias, do Corinthians, o Kleber, do Palmeiras, e o Miranda, do São Paulo", avaliou o ex-jogador.
O ídolo da nação corintiana acredita que Ronaldo Fenômeno consegue recuperar a forma física, mas encerra a carreira no final do ano. "Ele é esforçado e vai provar mais uma vez que pode surpreender. No entanto, o corpo não vai aguentar a rotina que o futebol exige e ele deve parar no final do Brasileirão, campeonato que o Corinthians vai brigar até o fim", analisou.
Para ele, o volante Elias é o Biro Biro do atual elenco alvinegro. Mas, com um detalhe. "Sou melhor do que o Elias", disse sorrindo.
Biro Biro?
E afinal por que este apelido que caiu na graça do povo? "Eu e meu pai adorávamos uma fruta chamada biri biri. Só que as pessoas do Sport confundiram o nome e ficou Biro Biro. O apelido teve origem em um engano", explicou.