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Condições oceânicas em dezembro de 2017 estão piores que em dezembro de 2016, afirma estudioso

De acordo com o estudioso, as últimas 03 atualizações do campo de anomalias de TSM da NOAA, indicam águas com temperatura abaixo da média na citada região

Por Campelo Sousa

20/12/2017 às 14h08 • atualizado em 20/12/2017 às 14h09

Físico e meteorologista Rodrigo Cézar Limeira

As condições térmicas do Oceano Atlântico Sul na altura da costa do Nordeste em dezembro de 2017, estão piores que as observadas em dezembro de 2016, é o que afirma o físico, meteorologista e mestre em Meteorologia Rodrigo Cézar Limeira.

De acordo com o estudioso, as últimas 03 atualizações do campo de anomalias de TSM (Temperatura da Superfície do Mar) da NOAA, indicam águas com temperatura abaixo da média na citada região. Outro aspecto a ser mencionado, são as condições térmicas do Atlântico Sul na costa da África, na mesma altura da costa do Nordeste.

O Atlântico Sul quente na costa da África na mesma altura da costa do Nordeste é uma condição favorável, já que o aquecimento dessa região oceânica, contribui para posicionar a “Zona de Convergência Intertropical”, dentro de sua climatologia durante a estação chuvosa do semiárido da Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará, que dura em média de fevereiro a maio.

Em dezembro de 2016, o Atlântico Sul na mencionada região estava bem quente, e o aquecimento nessa região era persistente. Algo que implicava num período chuvoso para o semiárido por exemplo da Paraíba, melhor que o observado em 2015 e 2016. Fato confirmado.

Já agora em dezembro de 2017, O Atlântico Sul na costa da África na mesma altura da costa do Nordeste, está frio, e esse aspecto não é positivo para a qualidade da estação chuvosa do semiárido dos referidos estados.

O cenário atual não é bom para a maioria dos grandes reservatórios que abastecem as cidades do semiárido desses estados, e se a situação não mudar até próximo do dia 21 de março, que corresponde ao equinócio de outono do Hemisfério Sul, 2018 poderá ser ano de continuidade da crise hídrica no semiárido dos mencionados estados.

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