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  • TELEVISÃO
  • 20.jun.2010     Carta Z
    Enfim, uma boa moça

    Foto: Jorge Rodrigues Jorge - Carta Z

    MUDANÇA Para dar vida a Mariana na novela das 18 horas, Carol Castro cortou franjinha e colocou megahair

    Longe das câmaras, Carol Castro esbanja simpatia e doçura. Por isso mesmo chega a ser surpreendente que, em sete anos de carreira na Globo e em sua sexta novela, "Escrito nas Estrelas" seja o primeiro trabalho em que interpreta uma personagem sem desvios de caráter. Na pele da estudante de Psicologia Mariana, a atriz experimenta, aos 26 anos, o papel de uma jovem ética e sempre disposta a ajudar quem precisa. "É algo completamente novo para mim. Ainda mais se compararmos com meu último trabalho, em ‘Beleza Pura’, que era uma vilã cômica e suburbana", analisa Carol, que interpretou também a interesseira Gracinha em "Mulheres Apaixonadas", a antagonista Mercedita em "Bang Bang" e a vilã Ruth em "O Profeta".

    Na história de Elizabeth Jhin, Mariana é a filha da protetora Antônia, de Suzana Faini, empregada da mansão do médico Ricardo, papel de Humberto Martins. Além disso, a jovem é muito amiga de Viviane, a mocinha vivida por Nathalia Dill. Sem contar que Mariana é estagiária da clínica médica. "É um personagem curinga, porque circula em vários meios e se relaciona com quase todo mundo", valoriza. Mas o conflito principal dela está no amor pelo Doutor Guilherme, papel de Marcelo Faria. Os dois já dividiram cenas em "Beleza Pura" e também nos palcos, na peça "Dona Flor e Seus Dois Maridos". Uma cumplicidade que até facilita as gravações, mas não é sinônimo de segurança. "A gente já se conhece, sabe com quem está lidando. Mas, para nós dois, é mais um trabalho. A equipe é muito parecida com a de ‘Beleza Pura’", explica.

    Com tantas características de "boazinha", Carol garante que não ficou com receio de ver sua personagem taxada de "chata" ou "certinha demais" no ar. Primeiro, porque o entusiasmo em interpretar um tipo tão distante de suas composições para a tevê falou mais alto. E também por se identificar com as características descritas no perfil de Mariana. "Eu sou uma mulher certinha, até meio ‘caxias’, então acredito que existam várias mulheres como ela que assistem à novela. Não é necessário forçar uma imagem. Trata-se apenas de alguém com uma conduta bacana", opina.

    Já que experimentaria uma personagem diferente, Carol fez questão de mudar também seu visual. "Sempre fiz personagens que tinham uma cara parecida. Eu queria surpreender", explica. Daí surgiu a ideia de adotar a franja nos cabelos, um corte que não usava desde que tinha 7 anos. Uma atitude que, inicialmente, surpreendeu quase todos os colegas da atriz. "Eu passava nos corredores da emissora e poucos me reconheciam. Depois que eu falava é que se tocavam que era eu", lembra. Além da franja, Carol também precisou de "megahair" para dar mais volume e ondas ao penteado.

    Para convencer na pele de uma estudante de Psicologia, Carol leu algumas publicações sobre o assunto. Já sobre as questões espíritas que cercam a história, além dos workshops organizados pela própria produção, Carol contou com a bagagem deixada pelo trabalho de mais peso em seu currículo: a vilã Ruth, antagonista do "remake" de "O Profeta", exibido em 2006 pelo Globo. "Naquela época a gente estudou espiritismo. Assim como agora, tivemos workshops sobre o assunto. A Mariana é cética, mas como é filha da Antônia, é bom saber mais sobre o assunto", diz. (Márcio Maio/Carta Z Notícias)

     

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