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Policiais Civis, Militares e Bombeiros fazem paralisação em toda a Paraíba e convoca Assembleia Geral

As atividades dos servidores serão paralisadas por 12 horas e somente os serviços de urgência serão realizados nesse período.

Por Campelo Sousa

19/02/2020 às 10h52 • atualizado em 19/02/2020 às 15h28

Polícia Militar em ações de segurança

Os Policiais Civis, Militares e o Corpo de Bombeiros aderiram a uma paralisação na Paraíba.

Uma Assembleia Geral Unificada foi convocada para essa quarta-feira (19) com todos os profissionais de segurança.

A categoria tenta dialogar com o Governo do estado em busca de melhorias.

As atividades dos servidores serão paralisadas por 12 horas e somente os serviços de urgência serão realizados nesse período.

O Fórum das entidades das Polícias Civil Militar e Bombeiros, emitiu nota onde fala sobre a paralisação:

“Informar à Paraíba que tal impasse vem sendo evitado pelas polícias, pois há 10 meses estão tentando dialogar com o Governo, porém é importante que o Estado entenda que a vida dos policiais deve ser prioridade não apenas nas propagandas institucionais, mas também no reconhecimento salarial e uma aposentadoria digna. Por fim, aguardamos que haja uma resolução por parte do Governo o mais rápido possível, assim como houve em outros Estados da Federação, como Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Piauí e Ceará. Enquanto isso, a PARAÍBA CONTINUA A PAGAR O PIOR SALÁRIO DO PAÍS AS SUAS POLÍCIAS, mesmo tendo os melhores índices de redução de criminalidade.”

Confira a nota na íntegra!

Em um comunicado enviado a imprensa, ASPOL e SINDPERITOS falou sobre o plantão de trabalho dos profissionais de segurança pública.

“ASPOL e SINDPERITOS vêm a público esclarecer que o funcionamento das delegacias e unidades periciais que dependem do trabalho dos investigadores e dos peritos, respectivamente, continuam as atividades normalmente.

Policiais civis (investigadores) e peritos não estão aderindo ao movimento que vem sendo divulgado por um grupo de entidades que participaram de um fórum de segurança. Vale lembrar que entre essas entidades do fórum existem algumas sem representatividade e que estão aparecendo para criar conflito e confusão para a sociedade e para o Governo, o que é lamentável.

Chegou ao conhecimento da Aspol, maior entidade representativa da Polícia Civil, que alguns delegados estão “liberando” os investigadores do horário normal de trabalho. Lembrem-se: faltar ao serviço sem justificativa legal é transgressão disciplinar, assim como cumprir qualquer ordem manifestamente ilegal, e é punível o subordinado juntamente com o seu superior.

ASPOL e SINDPERITOS deixam claro que os membros filiados que descumprirem as deliberações das respectivas categorias e, porventura, venham a ser punidos, estarão desacobertados do atendimento jurídico.

Funcionarão normalmente: trabalhos periciais, confecção de boletins de ocorrência, cumprimento de mandados de prisão, ordens de missão, relatórios investigativos, andamentos processais e atendimento ao público.

Caso o chefe imediato se recuse a dar andamento ao serviço, o Delegado Seccional e o Superintendente deverão ser imediatamente comunicados, podendo ainda o servidor buscar a sua entidade para reportar a situação, a fim de evitar incorrer no artigo 158, inciso X da Lei Orgânica da Polícia Civil.

Vale lembrar que na hipótese da dita paralisação se der no curso de assembleia do aludido fórum, somente estaria autorizado a participar o servidor filiado a entidade que esteja realizando a reunião, o que não é o caso da ASPOL e do SINDIPERITOS.

Prezando pelo andamento das negociações e pela legalidade, desde já, solicitamos posicionamento público da Delegacia Geral de Polícia Civil.”

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