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Genival Lacerda morre aos 89 anos no Recife, por complicações da Covid-19

O ícone do forró e do humor nordestino, Genival Lacerda estava internado desde o dia 30 de novembro e teve seu quadro agravado nos últimos dias.

Por Luiz Adriano

07/01/2021 às 09h37 • atualizado em 07/01/2021 às 09h50

O ícone do forró, Genival Lacerda, morreu nesta quinta-feira (07) de Covid-19 (Foto: Divulgação)

O cantor e compositor paraibano, Genival Lacerda, faleceu nesta quinta-feira (07) em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), no Hospital Unimed I, na Ilha do Leite, na área central do Recife-PE. O artista havia sido internado com complicações da Covid-19 desde o dia 30 de novembro de 2020.

O cantor que morreu aos 89 anos, recentemente teve o quadro agravado pelos efeitos da doença e só estava conseguindo respirar por meio de aparelhos. A informação sobre sua morte foi dada pelo filho do artista, João Lacerda, através de redes sociais.

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Nesta quarta-feira (06) a família tinha iniciado uma campanha para doação de sangue, devido ao quadro de saúde de Genival.

O histórico do cantor já vinha bastante delicado. No dia 26 de maio de 2020, Genival Lacerda sofreu um Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVC) e deu entrada no Hospital d’Ávila, na Zona Oeste da capital pernambucana. Em seguida, o artista conseguiu se recuperar.

HISTÓRIA

Com 64 anos de carreira, Genival Lacerda, com sua maneira irreverente de fazer música, ficou conhecido em todo o território nacional e se torno um grande nome do forró, um verdadeiro símbolo da cultura nordestina.

Genival Lacerda nasceu em 5 de abril de 1931 na Rainha da Borborema, Campina Grande-PB. O cantor foi radialista na cidade onde nasceu e se mudou para o Recife em 1953 quando então fez sua primeira gravação.

Seus principais sucessos são, dentre outros, Severina Xique Xique, De quem é esse jegue? e Radinho de Pilha. Sua carreira começou na Região Nordeste e, ao longo dela, gravou 70 discos.

A música “Severina Xique Xique”, gravada em 1975, estourou com o sucesso do refrão que até hoje é conhecido por gerações: “ele tá de olho é na butique dela”.

Ele ficou conhecido pelo Nordeste como músico e radialista durante o tempo que ficou em Recife.

Em 1964, se mudou para o Rio de Janeiro e viveu durante o auge da popularidade do forró no Sudeste. Na região, Genival conviveu com outros artistas fundamentais do estilo como Dominguinhos e Luiz Gonzaga.

Genival Lacerda que também era conhecido por vários apelidos que caracterizava seu estilo tanto musical, quanto humorístico. O Senador do Rojão, seu Cazuza, Seu Vavá, O Rei da Munganga, todos esses nomes foram usados pelos seus fãs referentes a um tipo de atividade do cantor, humorista e compositor paraibano.

Com Jackson do Pandeiro, teve uma relação ainda mais próxima, mesmo sendo bem mais novo. A irmã de Jackson, Severina, foi casada com um irmão de Genival.

O cantor paraibano voltou a residir na capital de Pernambuco nos anos 90 e não mais gravou novos sucessos, no entanto, manteve o ritmo de shows e o reconhecimento popular.

Um dos momentos marcantes na vida de Genival Lacerda, foi no final de 2017 quando recebeu no Palácio do Planalto a medalha da Ordem do Mérito Cultural (OMC). Durante a cerimônia, Genival tirou seu chapéu estampado de bolinhas ao passar diante do então presidente Michel Temer.

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