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VÍDEO: Astrofísico alerta: ‘tempestades solares podem devastar todo sistema de comunicação da terra’

"Se hoje recebêssemos uma onda solar igual a de 1859, a humanidade seria catapultada para uma época que não se tinha eletricidade”, alertou Alexandre Candido, físico da Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

Por Moisés Conrado

05/10/2021 às 20h55

Recente pesquisa realizada por vários cientistas ao redor do mundo apontam que as tempestades solares de extrema intensidade podem danificar as redes elétricas do planeta e causar danos fatais aos cabos submarinos intercontinentais que distribuem a internet pelo mundo.

O físico da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Alexandre Candido, durante sua participação no Diário News da TV Diário do Sertão, desta terça-feira (05), explicou como as tempestades solares acontecem e dos danos que podem ocasionar no sistema de comunicação da terra.

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Em março de 1989, o planeta terra foi atingido por uma massa descomunal de partículas do sol, equivalente ao tamanho de 36 Terras (planeta), após uma erupção solar. A potência dessa ejeção de massa coronal foi equivalente a energia de milhares de bombas nucleares explodindo ao mesmo tempo.

O distúrbio gerou auroras boreais no céu do Hemisfério Norte e derrubaram a rede elétrica de Quebec, no Canadá. Em menos de dois minutos, o sistema apagou e permaneceu inoperante por mais de 9 horas, gerando um prejuízo de mais de 40 bilhões de dólares.

Tempestade solar. Foto: Reprodução da internet

A pior e mais poderosa tempestade solar geomagnética que atingiu a Terra, que se tem registro, ocorreu em 1859. O fenômeno interferiu na rede de telégrafos – interrompendo a comunicação entre EUA e Europa. Alguns sistemas telegráficos continuaram a enviar e receber mensagens, apesar de ter sido desligado de suas fontes de alimentação.

Em 2012, uma super tempestade solar passou de raspão na Terra. Segundo cientistas, caso a Terra tivesse sido atingida pela gigantesca massa de plasma solar, o prejuízo seria da casa dos 2 trilhões de dólares.

Segundo o astrofísico Alexandre Candido, se um evento da mesma magnitude nos atingisse hoje, causaria danos catastróficos no sistema de comunicação e elétrico do planeta.

“Se hoje recebêssemos uma onda igual a de 1859, a humanidade seria catapultada para uma época que não se tinha eletricidade”, alertou Alexandre.

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