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VÍDEO: A paraibana Brenda Rodrigues revela os desafios que é morar, estudar e trabalhar na França

Natural de João Pessoa, Brenda é psicóloga, mora na França à 11 meses e explicou por que decidiu ir embora para o país europeu

Por Priscila Tavares

13/08/2023 às 10h47

Brenda Rodrigues é mais uma paraibana que mora no exterior, e em entrevista ao programa Diário News, da TV Diário do Sertão, falou sobre os desafios que é morar, estudar e trabalhar fora do Brasil.

Natural de João Pessoa, Brenda é psicóloga e mora hoje na França, onde estuda e trabalha à 11 meses. Ela explicou por que decidiu ir morar no país europeu.

“Eu sempre fui apaixonada por idiomas, sempre tentei aprender um outro idioma. Me aventurei por muitos idiomas e hoje eu falo português, inglês e francês. Francês eu comecei em 2020, porque eu vi que as universidades e mestrados aqui na França poderiam ser mais baratas e ao mesmo tempo tem ensino de muita qualidade”, disse.

Ela contou que atuou na área da psicologia por quase dois anos no Brasil e decidiu ir fazer o mestrado na França, onde sua melhor amiga morava. “Esse era o plano inicial, porém acabei não fazendo o mestrado e fiquei fazendo a licenciatura de terceiro ano, pois o idioma precisava ser muito maior para estar aqui”.

A psicóloga destacou as dificuldades ao chegar em um país totalmente novo e diferente, em que os primeiro dias ‘não parecia ser de verdade’.

“Quando eu cheguei o maior baque foi porque eu falava francês e as pessoas não me entendiam. Para mim foi muito difícil, porque eu entendia tudo que eles estavam falando, eu falava, mas não falava tão bem, vinha aquela timidez, aí eu me sentia mais segura com o inglês”, contou.

Brenda tem visto de estudante e está na universidade para conseguir um novo diploma como psicóloga lá, pois, segundo ela, é bem menos burocrático refazer a graduação junto com o mestrado. Ela falou ainda, sobre segurança, transporte público, moradia, alimentação, diferença climática e cultura. Dos pontos turísticos que já visitou ela destaca os museus.

“Eu fui no museu do Louvre, no museu D’orsay, museu Rodin, fui saindo procurando todos os museus que tinha e tem muito mais museu do que eu pensei. Não subi na Torre Eiffel, mas fui lá várias vezes, é bem distante e tem muita gente”, contou.

Estudando em uma Universidade pública na França, ela explicou como funciona o processo para estrangeiros entrarem na instituição. Brenda também enfatizou todo o apoio que recebeu da família e a saudade de casa.

“O maior apoio que eu tive foi do meu avô, que é Zerinho [in memoriam], ex-prefeito de Cajazeiras, ele foi a primeira pessoa que disse ‘você vai’. Foram eles que me ajudaram muito, minha mãe todos os dias fala comigo, meu pai, meus tios, sempre alguém fala alguma coisa”.

Ela deixou ainda um recado para quem sonha em ir para fora do país, ressaltando o planejamento e organização como os principais pontos.

“Não faça de última hora, planeje muito, cada detalhe, planejamento financeiro sempre o dobro e seguro de tudo que puder fazer. Planejar a cultura, como as pessoas falam. É sempre muita pesquisa, o bairro que você vai, como vai se locomover, com quem vai falar, para onde vai sair, tem que ter muita pesquisa, mas mesmo assim é chocante, mas é bom”, ressaltou a Brenda.

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