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PF prende 6 investigados por falsificações de cartões de vacina e apreende celulares de Bolsonaro e Michelle

Conforme as investigações, as pessoas emitiram os respectivos certificados de vacinação e puderam utilizá-los para burlarem as restrições sanitárias vigentes imposta pelos poderes públicos (Brasil e Estados Unidos)

Por Luiz Adriano

03/05/2023 às 10h53 • atualizado em 03/05/2023 às 10h56

Bolsonaro e Michelle - foto: reprodução/internet

O ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid Barbosa, foi preso na manhã desta quarta-feira (03) após mandados de prisão cumpridos pela Polícia Federal, que apura supostas inserções de dados falsificados em emissões de cartões de vacinação contra a covid-19, nos sistemas do Ministério da Saúde, para poder ter acesso a locais até então restritos por governos tanto do Brasil quanto do Estados Unidos.

Além do tenente-coronel, outras cinco pessoas também foram presas na manhã de hoje.

RESIDÊNCIA DE BOLSONARO

Por volta das 6h da manhã a Polícia Federal chegou até à residência do ex-presidente Bolsonaro para fazer buscas no local.

De acordo com o site de notícias G1, “Jair Bolsonaro não foi alvo de mandado de prisão, mas deve prestar depoimento ainda nesta quarta na Polícia Federal em Brasília. A defesa do presidente pediu adiamento desse depoimento”.

Ainda conforme o referido site de notícias, a PF teria apreendido os aparelhos celulares de Bolsonaro e de sua esposa, Michelle Bolsonaro.

A OPERAÇÃO

Estão sendo cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva, em Brasília e no Rio de Janeiro, além de análise do material apreendido durante as buscas e realização de oitivas de pessoas que detenham informações a respeito dos fatos.

As inserções falsas, que ocorreram entre novembro de 2021 e dezembro de 2022, tiveram como consequência a alteração da verdade sobre fato juridicamente relevante, qual seja, a condição de imunizado contra a Covid-19 dos beneficiários. Com isso, tais pessoas puderam emitir os respectivos certificados de vacinação e utilizá-los para burlarem as restrições sanitárias vigentes imposta pelos poderes públicos (Brasil e Estados Unidos) destinadas a impedir a propagação de doença contagiosa, no caso, a pandemia de covid-19.

A apuração indica que o objetivo do grupo seria manter coeso o elemento identitário em relação a suas pautas ideológicas, no caso, sustentar o discurso voltado aos ataques à vacinação contra a Covid-19.

As ações ocorrem dentro do inquérito policial que apura a atuação do que se convencionou chamar “milícias digitais”, em tramitação perante o Supremo Tribunal Federal.

Os fatos investigados configuram em tese os crimes de infração de medida sanitária preventiva, associação criminosa, inserção de dados falsos em sistemas de informação e corrupção de menores.

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