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VÍDEO: Sistema de marcas e patentes lucra com a “propriedade intelectual” alheia, opina consultor de TI

Anahuac Gil faz uma reflexão crítica e com boas doses de sarcasmo -  como sempre - a respeito de uma peculiar estratégia capitalista para lucrar com o que chamam de "propriedade intelectual"

Por Jocivan Pinheiro

27/10/2023 às 18h06 • atualizado em 27/10/2023 às 18h09

Na coluna Nerdopolítica dessa semana, o professor de Tecnologia da Informação (TI) Anahuac Gil faz uma reflexão crítica e com boas doses de sarcasmo –  como sempre – a respeito de uma peculiar estratégia capitalista para lucrar com o que chamam de “propriedade intelectual”.

Essa estratégia está ligada, por exemplo, ao sistema de marcas e patentes, que, segundo Anahuac, finge estar interessado em proteger os interesses dos trabalhadores (no caso, artistas autores de obras), mas, na verdade, “serve a seu propósito de vender permissões de uso sob licenciamento”.

“Essencialmente paga-se pelo direito de usar a ideia e essa permissão pode ser copiada e vendida milhões de vezes sem custo algum, gerando riquezas enormes a partir de um único trabalho. Atualmente o poder do capital vem estendendo o prazo de proteção, e obras como os desenhos da Disney já vão com mais de 50 anos e nada indica de que vá acabar”, afirma o professor.

Anahuac transfere esse mesmo raciocínio para o caso de programas de computador que são copiados sem licença. “Ao copiá-los o autor original não perde nada. Mas o capitalismo se encarregou de criar as leis e órgãos de controle para se certificar que ninguém esteja usando uma ‘cópia pirata’ e paguem pelas suas licenças de uso gerando seus bilhões de dinheiros”, avalia.

“Pirataria não é mais a ação dos antigos corsários atacando navios, foi redefinido como a ação de copiar e reproduzir produção intelectual sem pagar as licenças. Um conceito amplo e medonho criado para gerar medo nas pessoas. Sem nenhuma clareza sobre seu alcance, forma e punições, todos ficam à mercê da interpretação das leis confusas que podem ser aplicadas sobre quem a comete. É o famoso FUD: medo, incerteza e dúvida, que gera uma resposta social de insegurança, fazendo com que as pessoas evitem de fazê-lo, mesmo sem ter certeza do motivo exato.”

Mais detalhes sobre esse assunto também estão na coluna escrita de Anahuac Gil no portal Diário do Sertão. Clique aqui e leia o texto.

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