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VÍDEO: Bolsonaro nega participação em tentativa de golpe e diz que ‘8 de Janeiro’ foi “armadilha da Esquerda”

O ex-presidente falou sobre vários assuntos polêmicos que envolvem o seu nome e disse que acha "um absurdo" não poder manter contato com Valdemar da Costa Neto, presidente do PL que encontra-se preso

Por Luiz Adriano

10/02/2024 às 19h23 • atualizado em 10/02/2024 às 19h27

O ex-presidente da república, Jair Messias Bolsonaro (PL), concedeu uma entrevista ao Jornal da Record, após Operação da Polícia Federal deflagrada na manhã da última quinta-feira (08), que o apontou como um dos alvos da ação. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que o ex-gestor nacional entregasse seu passaporte às autoridades competentes em menos de 24 horas.

O ex-executivo nacional recebeu a equipe da Record em Angra dos Reis (RJ), em um casa de veraneio na Praia de Mambucaba, local onde ele estava no dia da Operação.

O presidente falou sobre vários assuntos relacionados às investigações e relatou que o passaporte foi entregue em tempo hábil. Ele comentou sobre a prisão de Valdemar da Costa Neto, presidente do PL e falou que “é um absurdo” não poder falar com o colega de partido.

Quanto às Operações que ele tem sido alvo, bem como seus apoiadores, o ex-presidente reforça que trata-se de perseguição que parte de autoridades. “É uma clara intenção por parte de certas autoridades de Brasília, de perseguir a Direita”, disse Bolsonaro.

Ex-presidente Jair Bolsonaro em entrevista ao Jornal da Record – Foto: print de tela

GOLPE DE ESTADO

Questionado pelo repórter sobre a citação de seu nome no inquérito como parte interessada em um golpe de estado, com abolição do estado de direito, Bolsonaro nega a afirmação e diz que o 8 de Janeiro foi uma “armadilha da esquerda”.


“Esse termo golpe de estado, abolição ao estado democrático de direito não é nem equivocado, é um crime falar nisso daí. O pessoal do 8 de janeiro, no meu entender, foi levado para uma armadilha da Esquerda, mas o que aconteceu foi baderna. Ninguém tentou de forma violenta, usando armas, como eles estão sendo acusados e condenados até 17 anos de cadeia por causa disso, para mudar o estado democrático de direito”, enfatizou.


Quanto a integrantes de seu governo ter tentado o golpe de estado, o ex-presidente falou que não acredita em tal possibilidade, mas concorda que há momentos que pode ter surgido tais pensamentos. “Vontade de fazer as coisas, indignação, sempre acontece”, pontuou.

PERSEGUIÇÃO

O ex-gestor destaca resiliência no tocante ao que tem enfrentado após ter deixado o posto de presidente. Ele disse que sabia que ia ser perseguido, mas não esperava tanto.

“Estou com 68 anos de idade, sou calejado para a vida, 15 anos no exército, fui vereador dois anos, 28 anos de parlamento, 4 de presidente. Você tem que ter uma estabilidade, você não pode se apavorar. Eu sabia que ia ser perseguido, não tanto dessa forma”, disse Bolsonaro que completou: “Me reviram, botam de cabeça para baixo e não sai nada”.

OPERAÇÃO DA QUINTA-FEIRA (08)

O ex-presidente da república, Jair Messias Bolsonaro (PL), foi alvo de uma Operação da Polícia Federal deflagrada na manhã da última quinta-feira (08). Conforme as informações, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que o ex-gestor nacional entregasse seu passaporte aos policiais em menos de 24 horas.

A Operação denominada de Tempus Veritatis teve o objetivo de apurar organização criminosa que atuou na tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito, para obter vantagem de natureza política com a manutenção do então presidente da República no poder.

Ao todo, foram 33 mandados de busca e apreensão, quatro mandados de prisão preventiva e 48 medidas cautelares diversas da prisão, que incluíram a proibição de manter contato com os demais investigados, proibição de se ausentarem do país, com entrega dos passaportes no prazo de 24 horas e suspensão do exercício de funções públicas.

Policiais federais cumpriram as medidas judiciais, expedidas pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados do Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

O Exército Brasileiro acompanhou o cumprimento de alguns mandados, em apoio à Polícia Federal.

CLIQUE AQUI e veja a matéria completa da Operação.

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